Investidores particulares pouco informados

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) apresentou hoje o seu Relatório Anual de 2007. Um dos pontos focados neste Relatório Anual prende-se com a informação e protecção dos investidores particulares “não qualificados” ou ”não profissionais”. São revelados alguns aspectos importantes e preocupantes sobre a informação e formação destes investidores.
Os dados revelados têm por base um inquérito efectuado durante o ano de 2006, com vista a determinar o perfil do investidor particular português em valores mobiliários. Ficam aqui alguns desses dados:
- Activos financeiros detidos pelas famílias:
- 21% detêm depósitos a prazo;
- 6,5% detêm PPR ou FPR;
- 3,9% detêm certificados de aforro;
- 2,7% detêm acções.
- Taxa de detenção de valores mobiliários: 8,9% das famílias.
- Habilitações académicas dos investidores:
- 30% têm a 4.ª classe ou menos;
- 34% têm curso médio ou superior.
- Ocupação profissional dos investidores:
- 33,5% são inactivos (reformados, desempregados, etc);
- 18% são quadros intermédios;
- 14,1% são administrativos;
- 13,8% são especializados;
- 10,08% são empresários;
- 9,8% são trabalhadores não qualificados.
- Intermediários financeiros dos investidores:
- 62,9% têm apenas um;
- 12,4% dos investidores têm dois;
- 13,1% têm três ou mais;
- 25% dos investidores está no mercado há menos de três anos;
- 60% dos investidores mantêm os seus investimentos durante mais de 3 anos;
- 20% dos investidores acompanham diariamente os mercados;
- 87,7% dos investidores investe apenas no mercado nacional.
Tendo os investidores um nível de informação e formação pouco elevado, a CMVM chama a atenção para o facto de terem “maior probabilidade de negociar em títulos apenas quanto o mercado está tendencialmente em alta” o que pode levar a “erros de comportamentos nos mercados financeiros, particularmente em períodos de tendência negativa como aquele que se vive actualmente”.













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