Dos BRIC aos N11: os novos mercados emergentes
Já muito se falou sobre os BRIC nos últimos anos, expressão que se refere a quatro dos países emergentes mais importantes: Brasil, Rússia, Índia e China. Esta expressão surgiu pela mão de Jim O’Neil da Goldman Sachs, em 2001, quando esta instituição analisou num estudo detalhado a economia destes países.
Muito mais de falou dos retornos que os mercados de capitais destes países têm proporcionado nos últimos anos, o que se reflectiu no aumento exponencial na oferta de produtos de investimento dedicados a estas áreas geográficas.
Agora parece ser a vez dos N11, os next eleven. Também a Goldman Sachs é responsável por esta nova designação, a partir de um relatório semelhante produzido no final de 2005. Com base na análise da estabilidade macroeconómica, maturidade política , abertura ao investimento e do mercado e qualidade da educação, os países agora identificados são os seguintes: Bangladesh; Egipto; Filipinas; Indonésia; Irão; México; Nigéria; Paquistão; Coreia do Sul; Turquia; Vietname.
Não sabemos se nos próximos anos os mercados de capitais destes países poderão gerar retornos tão elevados como os BRIC (que mantêm ainda boas perspectivas de crescimento). Porém, dado o potencial de crescimento das suas economias, são mercados a acompanhar.
Há que notar que existem diferenças significativas entres estes países, incluindo ao nível dos mercados de capitais. Por exemplo, enquanto o México tem um mercado bastante desenvolvido e de considerável dimensão, o Bangladesh tem um mercado de capitais com poucas empresas cotadas e com uma liquidez reduzida.
Neste momento, o pequeno investidor depara-se com duas dificuldades fundamentais: informação e acesso. Não só a informação pública sobre a maioria destes países e respectivos mercados é escassa, como o próprio acesso a esses mercados (directo ou através de fundos de investmento) encontra-se ainda dificultado.
No entanto, exitem algumas possibilidades de acesso a alguns destes mercados, sem contar com produtos mais genéricos, como aqueles que abrangem os países emergentes em geral ou a América Latina. Ficam aqui algumas das possibilidades que identificámos:
- Coreia do Sul, através dos fundos de investimento Credit Agricole Funds Korea e JP Morgan Korea Equity Fund (disponíveis no Banco BIG);
- México, através da negociação dos ADR (American Depositary Receipts, negociados no NYSE, New York Stock Exchange ), representativos das acções de algumas empresas cotadas no mercado mexicano (p. ex., o ADR da America Mobile; disponível no Banco Best);
- Indonésia, através do fundo de investimento Fidelity Funds - Indonesia A USA (disponível no Banco Best);
- Turquia, através do fundo de investimento Parvest Turkey (disponível no Banco BIG).













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